BEDROCK COLLECTION II

 

Fazia uns seis anos que a Patife Band não tocava. O último show tinha sido no Itaú Cultural abrindo uma série de apresentações do Itamar Assumpção. Aí eles fizeram essas duas sessões no CCBB – uma à tarde, outra à noite. O Edu Batistella me perguntou se a Bedrock não era a fim de registrar. Claro que éramos. Fomos lá eu, Robson Timóteo, Walter Batata Figueiredo, Jorge Negão de Oliveira e duas Digital 8 velhas de guerra – uma delas emprestada por Fábio Henriques Giorgio. O ano era 2003 e fazia um tempo também que eu não via o Edu que tinha voltado a morar em Londrina. Figura. Demos boas risadas no camarim. O Paulinho estava num dia engraçado e enquanto eu filmava desandou a destilar seu repertório romântico que eu já conhecia da época em que ele morou com o Ademir Assunção onde eu também tinha morado. Lembro que nos divertíamos muito quando o Paulinho mostrava essas canções pra gente. Lembro também que sempre enchíamos o saco para ele compor e gravar um disco novo da Patife cuja discografia além do chamado Patifinho só tem o mais que clássico Corredor Polonês. Ou seja: o Paulinho é praticamente um João Gilberto, um Dorival Caymmi do rock. Lembro também que naquele show do Itaú – exibido várias vezes pela TV Cultura – o Itamar disse em entrevista que dos três – ele, Arrigo e Paulinho Barnabé – o Paulinho era o menos conhecido, mas, para ele, Itamar, “era o mais importante”. Eu tenho um verso de um poema abandonado que diz que “a matemática se emociona num bom jogo de sinuca”. No fundo, uma releitura da definição de poesia do Ezra Pound: “matemática inspirada”. E isso define quase à perfeição o som da Patife que, pra mim, é uma obra de arte. Como diz o Marião Bortolotto, a Patife Band está além do rock´n´roll. Ninguém, absolutamente ninguém, faz o que o Paulinho – que é um grandessíssimo músico – faz. Intensidade e geometria, uma aula de corte rente, uma porra de uma porrada precisa e sofisticadíssima: nada sobra no som da Patife. Sem contar que o Paulinho é um anti-band leader. Não fala praticamente nada no palco além de executar as músicas. E essa formação com o Edu na bateria e o Emerson na guitarra é formidável. Este vídeo chegou a ser exibido algumas vezes inclusive abrindo um show dos caras no SESC Vila Mariana. É uma mini-homenagem à Patife e ao Paulinho com a duração de uma música.

Anúncios
Esse post foi publicado em Não categorizado. Bookmark o link permanente.

2 respostas para BEDROCK COLLECTION II

  1. Mexon disse:

    Caráááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááca!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Essa foi pra fazer pensar…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s