LA CARNE

la carnes

Fissura total pelo quinto disco da banda. Abaixo, um trecho de um textinho que escrevi sobre os caras em 16-09-2008, no meu finado blog:

Não consigo parar de ouvir GRANADA (alguém pode me explicar que porra de música é “Surra”?) Bueno. Sou fã dos caras desde o primeiro disco, um clássico absoluto. Linari é um historiador maluco – “Pode me poupar dos seus discursos/ seu bom gosto e suas lições de moral” – que sacou uma profunda e sem pompa maneira de fazer História: rir de si mesmo e cantar numa banda de rock e, digamos, CONSTRUÇÃO CIVIL chamada La Carne – La Carne, assim como a Patife Band, como diz meu amigo Mario Bortolotto (que me apresentou a banda), estrapola o rock: é obra de arte. Sei lá: só sei que ouvir GRANADA ou assistir a um show dos caras equivale a uma geral nos nervos e a uma revisão elétrica em qualquer coisa que eu estiver escrevendo no momento: “quê que eu tô fazendo aqui/ pára esse avião”. As VIGAS da bateria do Sidney e do baixo do Carlos (show à parte na faixa-título, que puta clima) seguram a onda da BRITADEIRA IMPRESSIONANTE DE RIFFS que o Jorge arranca da guitarra. E, claro, da voz do Linari, o MESTRE DE OBRAS que soa no palco e nas letras como um psicopata cativante, um Rabelais das invertidas – “contra a corrente desde sempre, baby” –, um gordão pulando com gosto seu pulo ridículo na piscina: “pode começar a se preocupar comigo”. A classe operária despreza o paraíso.

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