AH, seu JOÃO CABRAL…

Não canso de assistir “RECIFE-SEVILHA”, documentário de Bebeto Abrantes sobre João Cabral de Melo Neto que o Canal Arte 1 vira e mexe reprisa. Adoro quando ele conta da vez em que viu, com uma amiga, cantora de Sevilha, um cantor de flamenco de Madri (em outro momento, João diz que o flamenco em Barcelona e em Madri – ao contrário de Sevilha – é coisa de turista). Ao fim do espetáculo, ele quis saber a opinião da amiga, que não gostou: o cantor “não se expunha”. Então, Cabral fala dos grandes cantores de flamenco: eles se expõem, “cantam no extremo da voz”. O diretor (apenas o ouvimos, não o vemos) comenta: “Como o poeta, né? Como a poesia…” Cabral – já cego quando o doc foi feito – fica um tempo em silêncio, e solta: “Como qualquer coisa”. MESTRE.

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